sábado, 9 de abril de 2011

Operário da construção corre risco de vida nas obras do PAC

Número de acidentes de trabalho é maior nas obras gerenciadas pelo governo




• A onda de revoltas e mobilizações operárias que chegou a envolver algo em torno de 100 mil trabalhadores da construção civil nas obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) jogou luz sobre a situação precária nos canteiros de obras em todo o país. É o outro lado do crescimento econômico tão alardeado pelo governo.

Além dos baixos salários e das condições degradantes de trabalho, os operários ainda correm risco de vida. Levantamento realizado pelo jornal carioca O Globo revela a ocorrência de 40 mortes em 21 grandes canteiros de obras do PAC desde 2008. Até março, seis operários haviam morrido em cinco grandes obras do programa.

Responsabilidade do governo
O PAC foi o carro chefe do período final do governo Lula e agora está sendo a principal bandeira de Dilma. Os contratos das principais obras somam R$ 105 bilhões de investimentos, tocados por grandes empreiteiras. Mas os operários não têm sequer sua segurança garantida e são expostos a inúmeros acidentes.

Em 2007 morreram ao todo 319 operários da construção civil em acidentes de trabalho. No ano seguinte, foram 384. E em 2009, 395 trabalhadores perderam a vida. Os casos de invalidez pularam de 755 em 2007 para 1.232 em 2009. Ou seja, o número de mortos e inválidos segue o boom da construção civil nos últimos anos.

As empreiteiras se beneficiam da falta de fiscalização para impor um regime de trabalho árduo e sem as mínimas condições de segurança. O governo, por sua vez, ao invés de aumentar o número de auditores do trabalho, suspendeu para 2011 todos os concursos públicos e as convocações, o que vai aumentar ainda mais esse dramático quadro. É parte dos cortes de R$ 50 bilhões anunciados pelo governo no início do ano.

Enquanto isso, os operários pagam com a vida o descaso nos canteiros de obra. Em 2006, o Ministério da Previdência registrou 39.694 acidentes relacionados a “trabalhadores da indústria extrativa e da construção civil”. Em 2007, foram 40.327. No ano seguinte, 46.274 e em 2009, 46.673. Levando-se em consideração o regime de repressão que vigora nos canteiros e coação, o número real de acidentes deve ser bem superior aos notificados ao governo.

Lucro acima da vida
Se os acidentes de trabalho e a precarização já são constantes nessa categoria tão explorada, causa espanto, porém, a média bem maior de ocorrências nas obras gerenciadas pelo governo. Só na construção da hidrelétrica de Jirau, morreram três operários nos últimos meses. O mesmo número de mortos na usina de Santo Antônio. Nas obras do metrô de Fortaleza, por sua vez, já existem quatro mortos.

Esses números mostram que a vida do operário pouco vale às empreiteiras e ao governo, preocupados com os lucros e os dividendos políticos das grandes obras.


ASSISTA ENTREVISTA COM ATNÁGORAS LOPES
http://www.youtube.com/watch?v=1ttO_A64tPo&feature=player_embedded

Nos 47 anos do golpe, ato denuncia prisões e exige o fim da criminalização dos movimentos sociais

Ato na Faculdade de Direito da UFRJ reuniu 350 pessoas entre ativistas, parlamentares e personalidades jurídicas



Samuel Tosta
 
    Ato reuniu cerca de 350 pessoas

• Na noite desse 31 de março, cerca de 350 pessoas, entre ativistas, estudantes, representantes de entidades de classe e de Direitos Humanos, parlamentares e personalidades jurídicas lotaram o auditório da Faculdade de Direito da UFRJ no ato público contra a prisão e indiciamento dos 13 manifestantes no protesto contra Obama.

A data não poderia ser mais propícia, já que no dia completavam 47 anos do golpe de Estado que impôs um regime de exceção no país. Assim, o ato pelo arquivamento do processo contra os ativistas se transformou num ato contra a criminalização dos movimentos sociais e da pobreza. O local também foi simbólico, já que ali, como lembrou Cecília Coimbra, do Grupo Tortura Nunca Mais, reuniram-se há exatos 47 anos, estudantes universitários para resistir ao golpe militar.



Apoios
A grande e variada presença de representações de associações, entidades e partidos de diversos segmentos e ideologias demonstrou a indignação gerada pelas prisões arbitrárias. Estiveram presentes parlamentares como o deputado federal Chico Alencar, e a deputada estadual Janira Rocha, ambos do PSOL, além de Paulo Ramos, estadual do PDT, que deixou claro não falar em nome do partido.

Compareceram ainda representantes do mundo jurídico, como o advogado e ex-governador do Rio, Nilo Batista, o histórico defensor dos presos políticos da ditadura, advogado Marcelo Cerqueira, o juiz Dr. Rubens Casara, da Associação dos Juízes pela Democracia, Aderson Bussinger, representando a Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, entre outros.

Também estiveram lá várias entidades sindicais, como as centrais CSP-Conlutas e a CTB, e sindicatos como o Sindsprev, Sindicato dos Correios, Sindscope, Sindjustiça, Sindpetro-RJ, além de associações como a Associação Brasileira de Imprensa e a Associação dos Moradores do Morro do Bumba, região afetada pelas chuvas e pelo descaso do Estado. De partidos, além do PSTU, marcaram presença PSOL, PCB e PCR.

Criminalização
Não é difícil entender o grande número e variedade da presença no ato. Como demonstrou várias falas, o que está em jogo não são apenas os 15 processos contra os manifestantes detidos, mas um processo avançado de criminalização dos movimentos sociais e da pobreza.

O ex-governador Nilo Batista advertiu que as prisões não são um fato isolado, mas um sintoma do que já vem ocorrendo no país. “O projeto neoliberal não pressupõe apenas a flexibilização das leis trabalhistas, mas a flexibilização das próprias liberdades democráticas, do código penal”, discursou.

Ele apontou o avanço do fascismo através do Código Penal, do Sistema Prisional, caracterizando cada vez mais o Estado brasileiro como um Estado policial. “Hoje, se tortura, se mata e se prende mais que no período da ditadura”, afirmou.

O deputado do PSOL, Chico Alencar, denunciou as arbitrariedades das prisões e relatou seu espanto quando ouviu o menor preso na manifestação. O garoto lhe contou da situação pelo qual passou no centro de Triagem na Ilha do Governador, afirmando que mais do que o susto da prisão, temeu os gritos de tortura que ouvia.

Já o deputado Paulo Ramos (PDT), acusou os governos Federal e Estadual pelo que chamou de “caráter fascista” do Estado. ”No Rio de Janeiro, temos um governo fascista, que tem uma política de segurança pública que se baseia na criminalização e no extermínio dos marginalizados”, afirmou.

O juiz Dr. Rubens Casara, coordenador da Associação dos Juízes pela Democracia, se disse “envergonhado” pelo processo contra os ativistas. “Como juiz de direito criminal, tenho que falar. Meu sentimento é de vergonha, que está me angustiando de participar de uma instituição que é historicamente utilizada param manter o status quo”, chegou a declarar.

O histórico advogado Marcelo Cerqueira falou sobre sua contrariedade em, em plena democracia, ainda ter que ver presos políticos. “Os últimos presos políticos que tivemos fomos 13 estudantes em Santa Catarina que xingaram o Figueiredo, acreditava que esse seriam os últimos”, disse, afirmando ainda que se deve processar o diretor do presídio que mandou raspar a cabeça dos presos que foram para Água Santa.

”Carecas ou não, temos que lutar
Uma das falas mais emocionantes do ato foi a de Gualberto Tinoco, o Pitéu, um dos presos que permaneceram por 72 horas detidos. Falando pelos demais presos, ele explicou a importância do ato contra a vinda de Obama para denunciar o papel do imperialismo e da subserviência do governo brasileiro e relacionou a repressão à criminalização da pobreza.

“Agora, a nossa obrigação, carecas ou não, é de juntar o conjunto da classe para lutar contra isso”, afirmou sendo bastante aplaudido.

ASSINE

  • Novo abaixo-assinado, pelo arquivamento dos processos

  • http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N8248

    Boletim Inf. Sind. dos Trbab. Metal. de Pirapora e Região de 30 04 11



    A PLR de 2010 da Liasa Foi justo ou Injusto?


          Companheiros (as) Metalúrgicos!Vocês devem está se perguntando indignados: “Porque o resultado da PLR de 2010 da Liasa foi tão baixo? Porque não pagaram o mínimo prometido de 100%? O que deu errado no mês de dezembro? Quem nos avaliou tão mal assim? Porque todos os anos é a mesma coisa?
          Muitas perguntas uma só resposta: “Exploração!
          Hoje o trabalhador da Liasa tem comprometido: 10% do seu salário com o pagamento do convênio médico Unimed; 30% com empréstimo consignado, sobrando apenas 60% para o seu sustento pessoal e familiar. Será que dá?
    Ex: Um trabalhador que recebe R$ 745,00 de salário terá que viver com menos de R$ 447,00 por mês. Sem contar com os outros descontos.
    Este mesmo trabalhador produziu um lucro “mínimo de R$ 10.000,00 por mês para Liasa. (Veja informe abaixo).
    A Liasa pagou a segunda parcela da PLR de 2010 só após mais 18 dias do acordado, dia 22 de março.
    A mesma iria gastar mais de R$ 2.250.000,00, que representaria mais ou menos de 1 a 2% do lucro líquido com a PLR, gastou menos de R$ 500.000,00 sobrando assim o dinheiro para pagar o Abono de 2009, a ação da Periculosidade e o reajuste Salarial da produção.
    Companheiros! Da Campanha salarial do ano passado a PLR deste ano aprendemos que só a luta muda a vida para a classe trabalhadora. Vamos a Luta!

    O exemplo da exploração:


          O RH da Liasa nos comentou que tinha vendido cerca de 40 mil toneladas e que o valor médio da tonelada é de R$ 4.500,00, multiplicando estes valores e dividindo pelos 750 funcionários, retirando os custos de produção, cada trabalhador dará de graça para empresa por mês quase R$ 10.000,00.
          E se fizermos as contas com a quantidade de toneladas produzida, que é mais de 75.000 T, dobrará a exploração.

          Companheiros: Contra a choradeira do Patrão só a luta do peão!

    Mais detalhes no nosso simetalpiracspconlutas.blogspot.com

    EDITAL DE CONVOCAÇÃO

    O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânica e de Material Elétrico de Pirapora, Buritizeiro convoca todos os trabalhadores da categoria, sócios e não sócios da entidade para realização nos termos do parágrafo segundo do Art. 20 de seu Estatuto Social, de ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA no dia 31 de março de 2011, em sua sede na Rua Argemiro Peixoto, 555, Centro na cidade de Pirapora/MG, às 19:00 horas em primeira convocação, ou às 19:30 horas em segunda convocação, para tratar e deliberar sobre a seguinte ordem do dia:
    a) Leitura e provação da Ata da Assembléia anterior;
    b) Prestação de contas do ano de 2010;
    c) Leitura e aprovação da ata da presente assembléia;
    d) Deliberações conseqüentes.
    Pirapora, 16 de março de 2011.
    Dílson de Oliveira Silva.
    P/Diretoria.

    PARA ONDE ESTÁ INDO O GOVERNO DILMA?


          Só para começar o Governo Dilma teve seu salário reajustado em mais de R$ 10.000,00.
          Depois:
     - Tiveram a cara de pau de impor um reajuste para o salário mínimo de R$ 35,00;
     - Decretaram que a partir de agora até 2015 só a presidente pode reajustar o mínimo sem precisar passar pelos Deputado e Senadores;
     - Agora prenderam 13 companheiros que manifestavam contra a visita do “Senhor da Guerra” Barack Obama;
    Perguntamos: Para onde vai o governo Dilma? Este regime é democrático ou ditador?
    Qual será o papel dos trabalhadores durante este governo?
    Vamos nos organizar e lutar pelos nosso direitos.

    REUNIÃO NACIONAL DA CSP - CONLUTAS.


          Nos dias 2, 3 e 4 de abril de 2011 no Rio de Janeiro estará se realizando a reunião nacional da Central Sindical e Popular (CSP—Conlutas.
          Nesta reunião estaremos discutindo o melhor caminho para a classe trabalhadora neste período de crises e revoluções, como as que ocorrem no continente africano.
          Também estaremos discutindo com outras centrais o caminho da luta pelos nosso direitos.
          Como:
     - Atos públicos nos estados e em Brasília;
     - Campanhas Salariais Unificadas.
    Por isto companheiros o nosso sindicato fará de tudo para poder esta presente e assim fortalecer a luta da classe trabalhadora.

    CAMPANHA DE REAJUSTE DO TICKET ALIMENTAÇÃO.


          Companheiros (as)!   Hoje não compramos o que comprávamos a um ano atrás. Tudo aumentou menos o valor do nosso Ticket Alimentação.
          De Janeiro a Dezembro o acumulado do INPC chegou a 7,23% assim reduzindo e muito o nosso poder de compra.
          Tem produtos que tivemos que retirar da nossa lista de compras e outros que tivemos que reduzir. Sem contar que cada vez que passamos no caixa do supermercado ficamos apreensivos, olhando para ver se o que escolhemos bate com o valor do Ticket Alimentação que temos. Não é verdade?
    E quem mais sofre são as nossas companheiras que, na maioria das vezes, são responsáveis por este serviço. Além de ficar horas na fila dos caixas ainda tem que ficar fazendo contas se pode comprar isto ou aquilo para a família.
    Perguntamos: Será que os “Patrões” tem esta mesma preocupação na hora de passar no caixa de supermercado? Claro que não! Afinal, doamos as melhores horas das nossas vidas para produzir a riqueza que eles tem, esperando o reconhecimento.
    Por isto convocamos todos os trabalhadores e familiares a vir lutar conosco por um reajuste justo para o nosso Ticket Alimentação.
    OBS: O sindicato estará montando a pauta de negociação do reajuste do ticket alimentação com todos os trabalhadores na Assembléia Geral.
    Venha e participe!
    Contamos com a presença de todos.

    ABONO ESPECIAL 2009.


          Em virtude da Liasa não ter pago a PLR do ano de 2009 e não ter garantido o Abono Especial garantido pela nossa CCT vigente denunciou ao Ministério Público para que fosse investigada.
          O Ministério Público está, não só investigando esta irregularidade mas também outras já denunciadas anteriormente.
          O representante da Liasa falou que os trabalhadores não tinham direito. Agora foi obrigada a pagar para todos o Abono Especial por não ter pago a PLR de 2009.
    Mesmo assim a investigação continua.
    A Liasa até agora ainda não pagou aos trabalhadores que ela demitiu.
    Nos informaram que será  para os demitidos no dia 20 de abril. Mas não temos nada assinado pela empresa que isto ira acontecer. Veja como é feito o calculado:
    Quem trabalhou os 12 meses do ano de 2009 irá “ou recebeu” o Abono total que correspondeu a R$ 400,00.
    Quem não trabalhou o ano todo irá receber o valor dos meses trabalhado.
    Ex: Pegasse os R$ 400,00 e divide-se por 12 e multiplicasse pelos meses trabalhados.
    Parabéns companheiros por mais esta vitória da classe trabalhadora.

    POR QUE DEVO SER SINDICALIZADO?


          Você já deve ter se perguntado:
          “Por que eu tenho que contribuir com o Sindicato?”
          “Mesmo não contribuindo eu não tenho os mesmos direitos?”
          Estas perguntas não vagam por ai em vão. São fruto da ideologia capitalista criada pelos patrões na tentativa de enfraquecer e, até mesmo, destruir os sindicatos criados para lutar pelos direitos dos trabalhadores.
          Mas, se os sindicatos são tão ruins, por que as empresa têm o seu próprio sindicato Patronal?
    Explicamos: Eles têm seus Sindicatos para se organizarem em defesa dos seus lucros. Não é mesmo?
    Nós, nos organizamos e lutamos em defesa dos trabalhadores metalúrgicos.
    Mas, não podemos negar que tem Sindicatos, como os da CUT e Força Sindical, que são parceiros dos patrões e acabam traindo a classe trabalhadora.
    E infelizmente, muitos trabalhadores (as) acreditam nesta idéia negativa do sindicato.
    Só que o nosso Sindicato têm historia na luta mostrada centenas de vezes dentro e fora das empresa. Forjado na participação efetiva dos trabalhadores.
    Mas o principal requisito para se ter um sindicato forte é a participação ativa dos trabalhadores de sua categoria. Sendo que nos dias de hoje não basta ser um sindicato combativo, tem que ter representatividade, por isto convocamos a TODOS OS METALÚRGICOS a sindicalizarem-se e assim fortalecer a nossa luta por aumento salarial, redução da jornada de trabalho e saúde e segurança no trabalho. Afinal, eles só respeitam quem tem força.
    Reflita sobre isso?
    Seja esperto e consciente, seja sócio!
    Fortalecendo o sindicato, você estará se fortalecendo!

    Denúncias dos Trabalhadores da Minasligas.


          A empresa tem o turno de 6 hr e está obrigando os trabalhadores a passar pó no 5º dia de trabalho das 23 as 05.
          Passar pó é pegar todo o pó recolhido da Britagem e jogar nas moegas que alimentam os fornos.
          Funcionários que trabalham nos fornos com as funções de Forneiros e Dangueiros.
          Sendo assim o trabalhador trabalhou todos os dias da semana sem folga.
          Companheiros além de injusto é desumano.
    Temos que lutar!



    Denúncias dos Trabalhadores da Liasa.


    Os trabalhadores da Liasa nos denunciaram que quando o médico da empresa não consegue resolver o problema de saúde deles “trabalhadores”. O médico sempre fala que é coisa da cabeça deles.
          Será que todos os afastamentos que estão acontecendo é problema psicológico? Porque se for, a Liasa está produzindo mais doentes mentais que silício.
    Companheiros! Pedimos a todos denunciem ao sindicato e imediatamente procurem um médico.