A CSP-Conlutas participou em abril da reunião da coordenação da Frente Parlamentar pela reforma política com participação popular no Congresso Nacional em Brasília.
Participam dessa frente parlamentares, organizações dos movimentos sociais e centrais sindicais, entre as quais a CSP-Conlutas. Essa articulação tem como objetivo incentivar a participação popular para impedir que a reforma política em curso no Congresso Nacional seja mais um retrocesso aos poucos espaços democráticos em nosso país.
A reunião definiu uma serie de iniciativas, como a realização de audiências públicas nos estados para permitir a participação das organizações nesse debate.
Já foram realizadas audiências publicas em Goiás, Rio Grande do Sul, São Paulo, Pará. Ainda estão previstas audiências em diversos estados. Participe!
Agenda
13 de maio – Sergipe
16 de maio – Paraíba
20 de maio – Rio de Janeiro
23 de maio – Amapá
27 maio – Paraná
30 maio – Distrito Federal
Confira a resolução da Coordenação Nacional sobre a reforma política antidemocrática
Resolução da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas sobre a reforma política
As, entidades sindicais, populares e estudantis, reunidas na coordenação Nacional da CSP-Conlutas, queremos manifestar nossa preocupação e desacordo como os rumos que a chamada reforma política vem tomando dentro do Congresso Nacional. Ao invés de uma reforma que amplie os limitados espaços democráticos que temos, estamos assistindo, ao contrário, iniciativas que visam diminuir ainda mais a possibilidade de participação dos trabalhadores e da juventude.
Queremos manifestar nossa oposição ao chamado distritão ou voto majoritário bem como o ao voto distrital e distrital misto que aumentam ainda mais a influência do poder econômico, dificultam a eleição de candidatos com base na defesa de idéias e programa, privilegiando os currais eleitorais.
Queremos nos manifestar contra a inclusão da cláusula de barreira ou de desempenho ,que visa acabar com os partidos menores em particular os socialistas que se reivindicam da classe trabalhadora, por meio da eliminação do tempo de TV, restringindo assim a liberdade partidária.
Defendemos o financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais, para impedir o financiamento por parte dos bancos e empresas como acontece hoje e é , inegavelmente, fonte de corrupção e desvio do dinheiro público.
Ressaltamos que não é possível que uma verdadeira reforma política fique circunscrita a pequenos círculos no Congresso Nacional, onde prevalece os interesses das grandes empresas, bancos e latifúndio. Defendemos uma ampla participação popular, com debate nas universidades, fábricas, escolas, bancos e locais de concentrações populares, bem como a realização de plebiscitos, referendos para impedir os retrocessos que estão querendo nos impor.
A CSP Conlutas chama a todas as suas organizações a realizar este debate nas bases da nossa Central e a construir um processo de mobilização dos trabalhadores e da juventude que coloque os setores populares como protagonistas nesta luta. A CSP Conlutas participará de todas as iniciativas que visem combater esta reforma elitista, bem como impulsionará a participação popular no processo . Buscaremos também construir ações unitárias com outras organizações democráticas , do movimento social , centrais sindicais, partidos políticos e outros com base em pontos comuns contemplados nesta resolução.
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