quarta-feira, 30 de novembro de 2011

EM CAMPANHA SALARIAL UNIFICADA TRABALHADORES CONQUISTAM:



Trabalhadores da Rotavi (antiga Italmagnésio) em greve conquistam o turno de 6 horas.



No dia 28 de outubro de 2011 acabou a greve, que durou 5 dias, dos trabalhadores da produção (Forneiro, Dangueiros, Op. de Ponte Rolante e Sala de Comando e outros) da Rotavi.
Estes trabalhadores estiveram acampados na portaria da empresa, com seu apoiadores (Sind. Metal. de Várzea da Palma, Pirapora, Três Marias, Divinópolis, Itaúna, FSDTM-MG e a CSP-Conlutas) reivindicando seu direitos.
A Rotavi:
Não deposita o FGTS corretamente;
Não paga os salários em dias;
Não investe em saúde e segurança (já tem um caso de silicose confirmado e muitos acidentes onde um foi fatal).
Mas a gota d’água foi a fixação do turno de 8 horas, fazendo-os trabalhar 2 horas de graça, por dia, e 8 horas por semana, neste turno maldito.
Os trabalhadores indignados solicitaram do sindicato que negociasse com a empresa o fim deste turno maldito. O sindicato tentou esta negociação do dia 05 ao dia 23/10 as 23 horas quando a greve iniciou.
Foram 5 dia de luta e muita pressão da empresa para com os trabalhadores e a população de Várzea da Palma e principalmente os familiares. Mas os grevistas não recuaram e ficaram até a empresa fazer uma proposta melhor.
Com esta greve os trabalhadores conquistaram:
O turno de 6 horas;
Uma Campanha salarial vitoriosa;
Estabilidade de emprego por 30 dias;
E outros...
Companheiros e familiares! Parabéns por esta vitória que irá influenciar na vida de todos os trabalhadores.

TRABALHADORES CONQUISTAM 10% DE REAJUSTE


Após grandes mobilizações dos trabalhadores nas portarias das fábricas as mesmas na FIEMG dia 24/11 apresentaram a seguinte proposta:

Reajuste salarial de -
 - 9,5% para empresas que tenham até 50 func.
 - 10% para as que tem mais de 50 func.;
Piso salarial de -
 - R$ 690,8 para empresas que tem até 10 func.
 - R$ 726 p/ as empresas que tem de 11 á 400 func.
 - R$ 785 p/ as empresas que tem de 401 a 1000 func.

Abono salarial para as empresas que não tem PLR de R$ 440 a ser pago a metade em novembro e a outra em fevereiro de 2012;

Estabilidade de emprego ou salário até 31/12/11;

Complementação do auxilio doença de 120 p/ 150 dias;

Manutenção do Convênio Médico para os afastados por acidente ou doença de 12 p/ 15 meses;

Liberação de 01 dia p 2 cipeiros titulares a cada mês para curso de formação.
Após aprovada em assembléia nas portarias das empresas pelos trabalhadores foi assinada dia 28/10/11.

Parabéns companheiros (as)! Por que nesta campanha salarial aprendemos que é preciso lutar e é possível vencer!

POR UM SINDICATO FORTALECIDO PELOS TRABALHADORES.


Companheiros (as)! O nosso Sindicato, FSDTM-MG e CSP-Conlutas temos a política de ser “Autônomo de Partidos Políticos e Independente dos Patrões”. Sabe porque?
Quem paga manda.
Podemos dizer que o Sindicato é igual a um partido político que, se for sustentando pelos governos/patrões iram ficar devendo favores para eles, como é o caso do PT, PSDB, PMDB, DEM e ETC que recebem dinheiro de empresas privadas. Como foi o caso da Liasa que doou R$ 320 mil e a Minasligas que doou R$ 105 mil. O maior exemplo é a CUT, Força Sindical e outras Centrais sindicais que estão totalmente atrelada aos governos/patrões.
Por isto que somos sustentados pelas contribuições dos trabalhadores, com a:
1°- Mensalidades dos sócios;
2°-Contribuição Sindical ou Taxa Assistencial (Que é uma contribuição acordada em assembléia com os trabalhadores na campanha salarial e aprovada por todos os trabalhadores no valor de 3%, chegando ao máximo de R$ 105,45. Sendo que 1,5% fica para o fortalecimento do sindicato e os outros 1,5% vai para o fortalecimento da nossa FSDTM-MG).
3°-Com o Imposto Sindical (que é descontado um dia do salário de todos os trabalhadores no mês de março pago em abril. Onde 20% vai para o governo, 20% vai para as Confederações e 60% fica para o Sindicato).
Por isto agradecemos a todos os companheiros (as) que estão convencidos politicamente que tem que sustentar financeiramente a nossa entidade.
Parabéns companheiros (as) que estão convencidos politicamente da necessidade de fortalecermos politico e financeiro das nossas entidades de Luta, Sindicato, Federação e a CSP-Conlutas. E para os que não estão convencido solicitamos que venham, dêem ideias, para que possamos melhorar o nosso trabalho.
At. Á Diretoria.

Dilma-má implanta planos que reduz gastos com o INSS.


Dando o  continuismo do FHC e Lula a presidente (a) Dil-má do PT e seus aliados do PSDB, PMDB e etc... também estão implantando o plano de austeridade que está ocorrendo nos países de 1º Mundo para reduzir os custos e aumentar os lucros do Sistema Capitalista.
A Dilma-má já sancionou as leis:
- Do Aviso Prévio Proporcional que obriga o trabalhador que quiser sair do emprego a trabalhar entre 30 a 90 dias de aviso ou pagar de 1 a 3 salários caso não queira trabalhar o aviso. Assim fica bem claro: Manda quem pode e obedece quem tem juízo.
- Da troca do Seguro Desemprego por um emprego automático, e caso o trabalhador rejeito 3 proposta de emprego feita pelo Sine ele automaticamente perderá o Seguro. Quer dizer perde de qualquer jeito.
- Agora vem com o Parcelamento das Férias em 3 vezes. O que vem depois?
Companheiros (as)! Ou nos preparamos para lutar ou futuramente estaremos explicando para os nossos filhos os direitos que tínhamos.

CEL & MP & Portaria.


Mesmo com a indignação dos trabalhadores do Clube - CEL, MP - Matéria Prima e Portaria, sobre o descaso que os Chefetes destes setores tem para com os trabalhadores,  o RH da Liasa não faz nada. Mas o mesmo sabe bem punir os trabalhadores.
Demite trabalhadores que erram mas não demite quem manda.
Será que o RH é conivente ou realmente não sabe de nada?
Cadê a PLR prometida para o pessoal da Conape?

Convênio Médico.


Em virtude dos governos sucatearem o SUS para beneficiar os Convênios Médicos Privados que bancam as suas campanhas eleitorais. os trabalhadores acabam aderindo a estes convênios médicos privados.
Mas mesmo pagando caro por estes convênios muitas vezes não somos mal atendidos e outras nem somos atendidos.
Companheiros (as)! Estes convênios foram criados para darem lucro. Assim transformando a saúde em uma mercadoria. Quanto mais conveniados e menos atendimentos mais lucros.
 D E N U N C I E M!

Quadro de Avisos do Sindicato.

Campanha de Filiação Sindical.



Companheiros (as)! Dês de 2007 que o sindicato não reajusta o valor da mensalidade sindical. Sendo que neste período tudo foi reajustado.
Sendo  assim, para não reajustarmos as mensalidades estamos iniciando uma Campanha de Filiação Sindical onde temos como objetivo filiar mais 200 metalúrgicos das empresas: Liasa, Minasligas, Inonibrás, Curvel e T. Vitória.
Por isto estamos elaborando uma camiseta para distribuir para os sócios neste fim de ano.
Mas, precisamos que todos os sócios nos informem o tamanho da camisa que querem (M, G, GG e etc.)
Venham e vistam esta camisa.
Ao não sócios, venham, associem-se, e fortaleçam esta campanha.
At. À Diretoria.

Assembléia da PLR Inonibrás.


O Sindicato convoca todos os trabalhadores para uma reunião extraordinária, a se realizar na sede da entidade dia 29/11, em 1ª Convocação as 09 horas e em 2ª Convocação as 19 horas para apresentarmos a proposta da empresa sobre a PLR e assim fazermos as nossa adequações.
At. A diretoria.

Reunião com o INSS de Pirapora.

No dia 31/08/11 o Sindicato protocolou um ofício no INSS de Pirapora onde solicitava uma reunião com a gerencia para tratar dos problemas que vem ocorrendo com os trabalhadores. O INSS marcou esta reunião para o dia 17/11 as 14 hs no prédio do INSS. No próximo boletim informaremos o resultado.

At. À Diretoria.

Agendamento


Aos sócios que queiram agendar o salão do sindicato para confraternizações ou consulta com o advogados é só ligar para o Sindicato e pedir o agendamento com a secretária da entidade. Tel. 3741-3444 ou 2416.
At. À Diretoria.

Minasligas convoca reunião

A Minasligas protocolou um ofício no Sindicato convocando uma reunião para o dia 25/11 às 14 hs para tratar de assunto relacionado à jornada de trabalho de empregados. O resultado da reunião estaremos divulgando no próximo boletim.
At. À Diretoria.



segunda-feira, 28 de novembro de 2011

ESTAMOS DE LUTO: ANASTASIA DESTRUIU A CARREIRA DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA REDE ESTADUAL


Os trabalhadores em Educação da Rede Estadual de Minas Gerais amanheceram hoje com um gosto amargo na boca. Ontem, mais precisamente na parte da noite, com as galerias lotadas de professores indignados, os deputados da base de apoio do governo aprovaram o substitutivo n°5 do Projeto de Lei que destrói definitivamente a carreira dos trabalhadores em educação do estado. Por 51 votos a favor e 20 votos contra, foi aprovada uma remuneração única para a educação, que na prática anula a Lei 11.738 e congela os salários da carreira docente. 

Este ano os bravos educadores de MG, realizaram um greve de 112 dias, sofreram cortes de salários, ficaram acorrentados, apanharam da polícia e mesmo assim não sensibilizaram o governo que tratorou a categoria e aprovou o fim de benefícios que os professores conquistaram ao longo de muitas lutas. É um dia muito triste para a Educação Estadual. Mas não há de ser nada. Apesar do abatimento, seguirão em frente. Os trabalhadores da educação já iniciaram nas escolas um amplo debate com estudantes e pais, estão articulando um boicote as avaliações sistêmicas e preparam o terreno para as lutas que virão.

O Movimento Educação em Luta e a CSP-Conlutas /MG seguirão firmes fazendo a defesa da categoria e da educação pública e de qualidade, sempre denunciando o caráter neoliberal dos governos Anastasia/Dilma e apresentando propostas democráticas e de luta para os professores. Pois os desafios virão, afinal se perdemos esta batalha para as forças reacionárias do governo, certamente chegará o dia do embate derradeiro e se os trabalhadores da educação estiverem unidos e mobilizados o resultado não será outro que não a vitória!

Deputados que votaram contra a carreira docente
Alencar da Silveira Junior, Ana Maria Resende, Anselmo José Domingos, Antônio Carlos Arantes, Antônio Genaro, Antônio Lenin, Arlen Santiago, Bonifácio Mourão, Bosco, Célio Moreira, Dalmo Ribeiro, Deiró Marra, Délio Malheiros, Doutor Viana, Doutor Wilson Batista, Duilio de Castro, Carlos Henrique, Carlos Mosconi, Cássio Soares, Fabiano Tolentino, Fábio Cherem, Fred Costa, Gilberto Abramo, Gustavo Corrêa, Gustavo Valadares, Gustavo Perrella, Hélio Gomes, Henry Tarquinio, Inácio Franco, Jayro Lessa, João Leite, João Vitor Xavier, José Henrique, Juninho Araújo, Leonardo Moreira, Luiz Carlos Miranda, Luiz Henrique, Luiz Humberto Carneiro, Luzia Ferreira, Marques Abreu, Neider Moreira, Neilando Pimenta, Pinduca Ferreira, Romel Anízio, Rômulo Veneroso, Rômulo Viegas, Sebastião Costa, Tenente Lúcio, Tiago Ulisses, Zé Maia, Duarte Bechir.

Não devemos NUNCA esquecer estes nomes!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

LIT-QI: Lutar sem trégua contra os governos dos banqueiros e a Troika Crise na Europa do capital

O mundo assiste a um agravamento da crise econômica e política na Europa do capital. Uma crise que é histórica, parte da falência do sistema e mercado mundial. A situação é tão dramática que ameaça não só a própria existência do euro como sistema monetário unificado, como também da própria União Europeia (UE) como projeto político-econômico estratégico do imperialismo local. O tão mencionado “Estado de bem-estar social” europeu está desmoronando de forma escandalosamente clara.

O aprofundamento da crise no velho continente significa, de um lado, uma intensificação brutal dos ataques à classe operária europeia por parte dos capitalistas e banqueiros internacionais – representados nos planos de ajuste colonizadores e bonapartistas aplicados pelos governos. Por outro lado, há o crescimento da resistência organizada que os trabalhadores, a juventude e os povos estão realizando, no contexto de uma verdadeira guerra social desatada pelo imperialismo para sair de sua crise. Uma guerra que visa impor um retrocesso histórico aos direitos e ao nível de vida do proletariado e dos povos da Europa. Como fortalecer e fazer mais efetiva a resposta dos trabalhadores do continente? Que saída a classe trabalhadora deve propor diante dos planos de fome e colonizadores da Troika e do imperialismo?

Economia europeia desacelera e recessão se aproxima
Em um relatório divulgado recentemente, a própria Comissão Europeia (CE), integrante da chamada “Troika”, junto com o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), fala de um perigo concreto de recessão na zona do euro a partir da estagnação da economia de diversos países da União Europeia (UE).

A CE prevê uma forte desaceleração do PIB global europeu, anunciando um crescimento de apenas 1,5% em 2011, e de 0,5% para o próximo ano. Olli Rehn, comissário europeu de Assuntos Monetários, advertiu no documento do CE que “o crescimento na Europa parou e podemos entrar em uma nova fase de recessão”. Por outro lado, a expectativa de dívida bruta (percentual da dívida diante do PIB) da zona do euro é de 88% neste ano, mas vai aumentar para 90,4% em 2012 e chegar a 90,9% em 2013.

Assim, o caso da Grécia é aterrador. A expectativa para a economia do país é de uma recessão direta de -5,5% de seu PIB. Quanto à dívida bruta deste país, em 2011 é de 162,8%, em 2012 será de 198,3%, podendo chegar a 198,5% em 2013.

Na Itália, país que entrou recentemente na chamada “zona de resgate”, anuncia-se praticamente uma estagnação econômica. Seu PIB cresceu apenas 0,5% em 2011. A previsão para o ano que vem é de 0,1% de crescimento. A dívida externa italiana representa 121% de seu PIB.

Este processo de desaceleração da economia europeia afetará também os Estados mais poderosos da UE, como a Alemanha, onde se prevê um crescimento pequeno de 2,9% em 2011, mas que recuará para 0,8%, em 2012. O mesmo ocorre na França, que iria de 1,6% em 2011 para 0,6% no ano que vem. O Reino Unido não escapa a essa realidade, desacelerando sua economia de 0,7% para 0,6% neste mesmo período.

Guerra social se agrava
Os capitalistas e banqueiros – por meio de seus governos e Parlamentos – estão levando adiante uma guerra social contra a classe trabalhadora da Europa. Não se trata do risco de perder esta ou aquela conquista, mas da possibilidade de se impor um retrocesso histórico no nível de vida e em todo tipo de direitos do proletariado que possui a maior tradição de luta na história.

Estamos falando que existe uma pretensão e uma possibilidade real de que vários países que compõem os elos capitalistas mais frágeis da Europa retrocedam a um nível de vida similar ao das semicolônias.

Em meio a um tremendo confronto entre as classes, as classes dominantes chegam, inclusive, a arrancar as máscaras de sua falsa democracia burguesa ao aplicar medidas de caráter bonapartista, como é o caso da demissão dos governos da Grécia e da Itália, substituídos por servos diretos do FMI, da Troika e dos chefes de Estado Angela Merkel (Alemanha) e Nicolas Sarkozy (França).

Eles têm total clareza de que, nesta crise, alguém tem que perder e querem que nós sejamos os derrotados. Querem sair de sua crise à custa de nossa miséria, da fome de nossas famílias, da perda de nossas casas, do fim das conquistas sociais como educação, saúde e direitos trabalhistas.

Nós, trabalhadores, por outro lado, devemos ter a mesma noção da gravidade da situação. Ou são eles ou somos nós. Esta consciência está começando a tomar corpo nas lutas e mobilizações em vários países, embora existam desigualdades. Nosso grito de guerra é e deve ser: Que os capitalistas paguem pela crise!

Crise política na União Europeia e colonização dos países mais frágeis
Há poucos dias, Yorgos Papandreu e Silvio Berlusconi (premiês da Grécia e da Itália, respectivamente) caíram em desgraça e foram substituídos por Lucas Papademos e Mario Monti. Estes são agentes e interventores diretos da Troika, que chegam com a única e clara missão de aplicar com todo o rigor o receituário dos banqueiros.

O processo de “latino-americanização” que está em curso em alguns países da Europa começa a se expressar também no terreno da perda de soberania política. No caso grego, Papandreu foi substituído por Lucas Papademos, um tecnocrata que foi vice-presidente do Banco Central Europeu e ex-chefe do Banco da Grécia.

O novo premiê italiano – e também ministro da Economia –, Mario Monti, é um economista renomado nas instituições imperialistas europeias e entre os banqueiros norte-americanos. Foi, por dez anos, comissário de Mercado Interior da Comissão Europeia e assessor do poderoso banco de investimento Goldman Sachs. Seu “governo técnico e de experts” é formado por treze “tecnocratas” que, na realidade, são representantes dos banqueiros. Entre eles se encontra Corrado Passera, novo ministro de Desenvolvimento Econômico, Infraestrutura e Transportes e Telecomunicações, que é um agente direto do Banco Intesa Sanpaolo, entidade com participações em empresas como Telecom e Alitalia.

A Troika, com essas mudanças, demonstra que não quer dirigentes “frouxos” que titubeiem ou demorem na aplicação de suas receitas contra os povos europeus. Fica claro que eles mantêm os governos na medida de sua capacidade política para aprovar e avançar na guerra social ao menor custo político e social possível. Nessa lógica, se um fusível não funciona, ele é substituído sem hesitação.

Assistimos a fatos que, há pouco tempo, poderiam parecer inimagináveis. Nestes países da Europa vemos processos de colonização não só econômicos, mas também políticos. Neste ponto é importante sermos categóricos na caracterização: estamos diante de governos colocados diretamente de cima para abaixo, diretamente substituídos pelos escritórios da Troika para que apliquem seus planos. Foi por isso que Papandreu caiu à simples ameaça de convocar um referendo sobre a aplicação dos planos impostos pela Troika.

Diante dos golpes da crise e da polarização social, esses regimes democrático-burgueses têm poucas saídas: ou recorrem às eleições que não decidem nada, ou aceitam presidentes indicados “a dedo”. Por exemplo, no Estado Espanhol, as eleições de 20 de novembro não foram convocadas para decidir a política do país. Foram somente para tentar “legitimar” o futuro administrador dos planos de ataque, previamente concebidos e acordados com a Troika. Qualquer que fosse o resultado eleitoral, o único (e antecipado) vencedor são os banqueiros. Agora, a tarefa do Partido Popular [PP – vencedor das eleições espanholas no dia 20] não será outra que implementar o plano econômico dos banqueiros europeus.

Nesses países, é necessário defender bandeiras democráticas em torno da soberania nacional, contra o eixo EUA-Alemanha-França-Troika, que impulsionam a colonização de vários países mais frágeis da Europa. Como na América Latina ou em outros países semicoloniais, está colocada a tarefa de denunciar e lutar pela expulsão do FMI e dos bancos alemães e franceses de países como Grécia, Itália, Irlanda e outros que estão sendo subjugados.



Classe trabalhadora entra em combate
Os trabalhadores, ainda que com desigualdades em cada país, estão respondendo com muita força à guerra social desatada pela Troika. As mobilizações do dia 15 de outubro (15-O) foram um ponto alto no sentido de avançar para jornadas de luta coordenadas em nível nacional e internacional.

Nessa data, milhares de jovens e trabalhadores saíram às ruas contra os efeitos da crise gritando que os de cima “não nos representam”. As bandeiras de luta do 15-O em muitos lugares, a exemplo de Nova York, tiveram uma tônica mais anticapitalista e contra o capital financeiro do que em ocasiões anteriores, sendo os grandes bancos, as sedes de organismos internacionais ou os parlamentos os alvos definidos pelas mobilizações. Isso expressa um avanço alentador no grau de consciência do movimento. É preciso manter os setores que se mobilizaram e somar cada vez mais trabalhadores aos protestos, assim como é determinante poder unificar as lutas ou greves dos trabalhadores com as lutas da juventude que, com razão, se vê sem futuro.

Neste sentido, destacamos fatos muito positivos. Na Grécia, no final de outubro, ocorreu outra nova greve geral da qual participaram mais de 250 mil pessoas. No início de novembro e como “recepção” ao novo governo da Troika, os jovens e trabalhadores gregos saíram mais uma vez às ruas massivamente para lutar contra os planos que Papademos-Troika tenta impor.

No dia 17 de novembro, na Itália, no mesmo dia em que Monti pedia o “voto de confiança” do Senado a seu governo fantoche dos bancos internacionais, estudantes e alguns sindicatos protestavam em 60 cidades do país contra os cortes e os planos anunciados. Os manifestantes questionaram duramente “o governo dos bancos” e as medidas de austeridade propostas pelo novo governo para “sair da crise”. Em Roma, Milão, Turin e Palermo, mais de 10 mil manifestantes se enfrentaram com a polícia. Em Milão, o grito era: “Nem Berlusconi, nem Monti”. Em Florença, os estudantes levantavam cartazes com lemas contra o novo gabinete “tecnocrata”: “Monti porco, servo do capitalismo”, “A crise é deles e o dinheiro nosso”.

Na Espanha, foi convocada uma greve dos trabalhadores da saúde pública, que está sendo desmantelada. Os trabalhadores da educação e os estudantes continuam em luta após uma jornada de greve no último dia 17.

Em Portugal, está sendo convocada uma greve geral para o dia 24 de novembro. Na Inglaterra, o TUC (Trade Unions Congress), central sindical única do país, votou o chamado a uma greve geral para o dia 30 contra os ataques à classe operária britânica, sobretudo contra o corte nas aposentadorias.

Cruzando o Atlântico, como reflexo de todas essas lutas, sob o grito de “Somos os 99%”, milhares de pessoas ocuparam Wall Street e a Ponte Brooklin, nos EUA. No dia 14 de novembro, a polícia de Nova York desocupou violentamente o Parque Zuccotti, a “Porta do Sol” ou a “Praça Tahrir” dos EUA, palco das manifestações nova-iorquinas. Milhares se juntaram contra a ação policial com cartazes que diziam: “podem nos expulsar de uma praça, mas não podem nos tirar uma ideia”. O dia 17 foi batizado como “o dia da ação” e ocorreram jornadas de lutas e mobilizações em todo o país. Em Nova York, mais de 30 mil manifestantes, entre estudante e sindicalistas, reuniram-se na Ponte do Brooklin para marchar pela cidade e fechar Wall Street. Apesar da repressão policial, o movimento cresce ao grito de “Somos os 99%”, “Ocupe Wall Street”, “Ocupe Alasca”, “Ocupe Los Angeles”, “Nada pode nos parar”, “Isto é o início do início”, “Outro mundo é possível” etc.

Qual é a saída e a política operária perante a crise e os ataques?
A classe operária e os povos da Europa precisam responder à crise e a esta guerra social com um programa, uma saída concreta, que aponte para as lutas e para sua organização.

Diante dos planos de fome, miséria e de “resgate” (dos capitalistas e banqueiros sanguessugas), é preciso propor um plano de resgate dos trabalhadores e do povo. Esta deve ser a resposta político-programática e ideológica em todo o continente e que, em cada país, tomará as formas mais adequadas e específicas.

O mais importante é tomar consciência de que, somente batalhando à morte por um plano de resgate de nossa classe, poderemos resistir aos planos de guerra social da UE-FMI-BCE contra os trabalhadores e povos europeus.

Este plano de resgate deve partir dos seguintes pontos: o não pagamento da dívida interna e externa aos agiotas e bandidos da Troika; a redução da jornada de trabalho, sem redução do salário; o investimento em serviços públicos para defender a educação e a saúde públicas e um plano de obras públicas e sociais a serviço dos povos; e rechaço às privatizações. Mas, para garantir essas e outras medidas, será inevitável a expropriação e a nacionalização, sob o controle dos trabalhadores, de todo o sistema financeiro, o controle dos capitais e o monopólio do comércio exterior, bem como a saída da zona do euro e a ruptura com a União Europeia do capital.

É necessário lutar por um governo dos trabalhadores e do povo que aplique essas medidas na perspectiva de uma Europa para os trabalhadores e os povos. Ou seja, dos Estados Unidos Socialistas da Europa.

Com qual política lutar para impor nosso plano de resgate? Este é um problema crucial. Defendemos, categoricamente, que é indispensável impulsionar e unificar as lutas de todos os setores contra os ataques da Troika e seus governos fantoches. Devemos nos unir contra os planos de miséria e fome dos banqueiros e capitalistas.

É muito importante manter e acelerar a dinâmica aberta pelas mobilizações em massa do 15-O. É urgente transformar a indignação em ação organizada, em respostas políticas contundentes que possam derrotar a Troika e seus agentes em cada país da Europa, unindo as lutas dos setores sindicalizados com as lutas da juventude indignada. Nesse sentido, é necessário seguir o exemplo de unidade entre estudantes e sindicalistas do movimento Occupy Wall Street [Ocupe Wall Street]. É fundamental coordenar ações e greves entre operários, desempregados, estudantes e imigrantes, pois todos esses setores sofrem as consequências dos planos de miséria e enfrentam os mesmos inimigos políticos. Essas lutas, em cada país, devem apontar para greves gerais até derrotar os planos de ajuste.

A política unitária em nível nacional deve estar a serviço de conseguir que as lutas confluam em um dia de greve europeia em defesa dos direitos, dos salários e das aposentadorias. É primordial fazer este chamado, de tal maneira que as lutas que se dão em diferentes países fortaleçam umas as outras para darmos um golpe contundente à Troika-Merkel-Sarkozy-Obama.

No entanto, para avançar nas lutas nacionais e para concretizar uma jornada europeia de greve contra os planos da Troika, deveremos enfrentar as burocracias sindicais e políticas que, mais abertamente ou não, colocam-se ao lado da Europa do capital, apoiam os governos e os planos de ajuste, tornando-se obstáculos para as lutas dos trabalhadores. Neste sentido, devemos fazer exigências claras às direções sindicais, aos partidos reformistas e à direção do movimento dos indignados no sentido de impulsionar lutas unitárias. Se a pressão obrigá-los a aceitar, a luta será muito fortalecida. Se, por outro lado, se recusarem a aceitar nossas reivindicações, serão desmascarados para setores importantes de nossa classe.

Ao mesmo tempo em que denunciamos a política e as concepções de setores como “Democracia Real Já”, que apontam para uma perspectiva por dentro do sistema, tentando reformá-lo e opondo-se a qualquer tipo de organização sindical e política da juventude e dos trabalhadores, devemos fazer a esses setores as exigências mencionadas, sem deixar nem por um minuto de impulsionar as lutas, explicando pacientemente e chamando os trabalhadores, a juventude e o povo a lutar por uma saída operária à crise. Isso exige colocar a questão do poder para a classe operária.

Será desse modo que construiremos, ao calor das lutas e do combate programático, a direção revolucionária da classe trabalhadora.

Secretariado Internacional da LIT-QI

São Paulo, 21 de novembro de 2011


Notas:
Troika - palavra russa que designa um comitê de três membros. A Comissão Europeia (CE), junto com Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), que obrigam os governos a aplicarem os “planos de austeridade”, foram apelidados de “Troika” pelos manifestantes europeus.
Bonapartismo – Regimes que recorrem a medidas autoritárias.
Zona do Euro - Área onde vigora uma união monetária, tendo o euro como moeda comum, constituída por 17 Estados-membros dentro da União Europeia e mais nove fora dela.

25 de Novembro: Dia de luta contra a violência à Mulher!


No dia 25, o Movimento Mulheres em Luta da CSP Conlutas, junto ao Sindicato dos Metroviários de São Paulo, a Intersindical e outras organizações feministas estarão no metrô de São Paulo denunciando para a população os casos de assédio e violência contra as mulheres no transporte público e denunciando o descasos dos governos com o combate à violência contra a mulher!

Se você estiver em São Paulo, participe!

25/11 - Sexta feira:
6h - na estação Barra Funda
17h - na estação Sé


- A cada 2 minutos, 5 mulheres são espancadas.
- 10 mulheres são mortas por dia.
- Seis em cada 10 brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica


Basta de Violência contra as Mulheres!

A violência contra a mulher é um problema escandaloso em nosso país! Segundo o Anuário das Mulheres Brasileiras (2011 - DIEESE e Secretaria de Políticas para Mulheres), o local em que as mulheres mais sofrem violência é dentro de casa. Xingamentos, agressões verbais, humilhações e ameaças também fazem parte do cotidiano e em muitos lares avançam para a agressão física e até morte. É uma combinação entre violência física e violência psicológica.
Segundo o Instituto Avon, a violência assombra principalmente as mulheres que ganham entre 1 e 2 salários mínimos. Na mesma pesquisa, 46% dos entrevistados alegam que o principal motivo para esta realidade é o fato de “o homem se achar dono da mulher”. Esta ideia é uma ideia machista.
O machismo é uma ideologia que ganha força em um sistema social baseado em relações de exploração entre patrões e trabalhadores. Os patrões utilizam o machismo para pagar menos as mulheres trabalhadoras e para dividir a classe trabalhadora. Por isso, a luta contra a violência machista deve ser uma luta de homens e mulheres da classe trabalhadora. Quando um trabalhador agride alguma mulher, está ajudando a reforçar a ideologia do patrão e está dividindo os trabalhadores.
A ausência de políticas estatais para assegurar melhores condições de vida para as trabalhadoras, a criminalização das mulheres que abortam e das mulheres que lutam são a expressão da violência promovida pelo poder público, que secundariza as políticas direcionadas às mulheres.
Quando você acabar de ler este texto, provavelmente mais de 20 mulheres terão sido espancadas e ao final do dia, 10 mulheres terão morrido em decorrência da violência machista.

Conheça as origens do dia 25 de Novembro
Patria, Minerva e Maria Teresa foram três irmãs, que ficaram conhecidas como Las Mariposas, pela luta contra a ditadura na República Dominicana, durante a década de 50. No dia 25 de novembro de 1960, foram assassinadas pelo governo de Rafael Trujillo.
Em 1981, no 1º Encontro Feminista Latino Americano e caribenho, que ocorreu em Bogotá (Colômbia), o dia 25 de novembro foi instituído como o dia de luta contra a violência à mulher, em todo o continente latino americano e no Caribe. Em 1999, a Assembleia Geral da ONU declarou o dia como Dia Internacional pela Eliminação da Violência às Mulheres.

Cinco anos da Lei Maria da Penha: exigimos a aplicação e ampliação da lei!

Aprovada em 2006, a lei significou avanços importantes no reconhecimento jurídico de que a violência contra a mulher merece atenção e penas especiais. Assim, pôde configurar-se um instrumento importante para ajudar milhares de mulheres que sofrem com a violência doméstica.
Cinco anos após sua aprovação, poucos brasileiros conhecem a lei. Segundo pesquisa do Instituto Avon, a lei é associada a formas de resolver a violência doméstica, no entanto, 50% dos entrevistados da pesquisa “sabe algo a respeito” e 36% “já ouviu falar, mas não sabe quase nada a respeito”.
A lei propõe a criação de Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Porém, de acordo com pesquisa realizada pelo Observatório da Lei Maria da Penha, “existem apenas 48 Juizados e Varas com competência exclusiva para aplicação da Lei Maria da Penha em todo o país”.
A lei aponta que enquanto esses juizados não estiverem estruturados, as varas criminais deverão acumular a tarefa de julgar os casos de violência contra a mulher. No entanto, a pesquisa do Instituto Avon revelou que 52% dos entrevistados acham que juízes e policiais desqualificam o problema da violência contra a mulher.
A lei também localiza a importância de implementação de atendimento policial especializado nas Delegacias de Atendimento à Mulher. Entretanto, em 5 anos de lei, apenas 55 novas delegacias foram inauguradas.
Os motivos que fazem com que as mulheres não denunciem o agressor são as condições econômicas, a preocupação com a criação dos filhos e o medo de ser morta. Por isso, as Casas Abrigo são determinantes para a aplicação da lei, no entanto, de 2007 para cá, o número de Casas Abrigo foi de 65 para 72, em todo o Brasil.
Hoje, podemos dizer que a Lei Maria da Penha não foi aplicada e sequer foi apresentada de forma clara para o conjunto das mulheres brasileiras como um instrumento de proteção contra a violência. Atribuímos isso à limitação presente na própria lei sobre recursos, orçamento e prazos para efetivação de toda a proposta.

Governo Dilma não desembolsa dinheiro suficiente para combate à violência!
A Secretaria de Políticas para Mulheres definiu a destinação de 36 milhões de seu orçamento de 2011 para ser aplicado em programas de combate à violência. No entanto, apenas metade desse dinheiro foi realmente utilizado. Para o pagamento da dívida pública – que vai para o bolso dos banqueiros - Dilma destinou 49% do orçamento da União, o que significa 954 bilhões de reais!
Se continuar desse jeito, o governo de Dilma também não vai resolver os problemas da mulher trabalhadora brasileira, que sofre com a violência, com a falta de creches, com os baixos salários, etc. Isso nos mostra que não basta ser mulher, é preciso defender a classe trabalhadora!

Por isso, neste dia 25 de Novembro, exigimos:
- Aplicação e ampliação da Lei Maria da Penha!
- Ampliação do orçamento para programas de combate à violência!
- Prisão e punição exemplar para os agressores de mulheres!
- Implementação dos Centros de Referência da Mulher, financiados pelo Estado, como parte do sistema de proteção social, com poder de acatar denúncias, garantir apoio jurídico, médico e psicológico às mulheres vítimas de violência, com atendimento em tempo integral;
- Imediata construção de casas-abrigo, com orientação, formação profissional e infraestrutura necessária para abrigar e assistir mulheres e filhos em situação de violência;

Assédio moral e assédio sexual é violência!
O ritmo frenético das linhas de produção, a pressão da chefia, o excesso de horas extras cria uma condição insuportável no trabalho. O assédio moral é um mecanismo para pressionar os trabalhadores e inibir qualquer tipo de organização no local de trabalho.
Essa prática vem acompanhada de uma carga de preconceitos, como o machismo, o racismo e a homofobia. Parte da desqualificação das mulheres é dar-lhes características pejorativas, inferiores, como se fossem explicadas pelo fato de ser mulher. Assim, o assédio moral é a porta de entrada para relações machistas e por isso pode ser compreendido como violência psicológica.
O assédio sexual também faz parte do cotidiano das relações de trabalho e as mulheres são as maiores vítimas. Em muitos casos, a culpa é atribuída à mulher, quando na verdade os chefes se aproveitam de sua posição para assediar as mulheres trabalhadoras. O assédio moral e sexual é crime e você pode denunciar! Entre em contato com seu sindicato ou sua representação sindical no local em que você trabalha.

Consciência Negra, Feminista e Classista!
O dia 20 de Novembro é o dia da Consciência Negra em homenagem a Zumbi dos Palmares, lutador que enfrentou o racismo e a exploração das elites e lutou contra a escravidão organizando o maior quilombo da história do nosso país. Dandara e outras mulheres também foram lideranças dessa resistência e registraram na história a força das mulheres negras na luta contra a opressão e a exploração.
O capitalismo, mesmo sistema social que escravizava, explorava e humilhava o povo negro, continua existindo, explorando e oprimindo os trabalhadores e trabalhadoras, negros e negras. Hoje, uma mulher negra recebe até 70% menos do que um homem branco. Também são as mulheres negras que mais sofrem com a violência machista.

Chega de Machismo e Homofobia! Pela aprovação imediata do PLC 122 original!
As mulheres lésbicas são alvo de forte violência. Os chamados “estupros corretivos” visam mudar a orientação sexual de mulheres que gostam de se relacionar com outras mulheres e são a expressão mais violenta do ódio homofóbico e machista.
Defendemos a ampliação dos direitos das mulheres e dos homossexuais. A vitória conquistada com a aprovação para uniões estáveis homoafetivas deve se estender: todos os direitos concedidos aos casais heterossexuais devem ser concedidos aos casais homossexuais. Se a homofobia fosse tratada como crime, como prevê o PLC 122, os casos de estupros e de agressão teriam menos recorrência e o sofrimento de muitas mulheres estaria amenizado. Por isso, acreditamos que é fundamental que este projeto de lei seja aprovado em sua versão original e recusamos alterações feitas como concessões à bancada evangélica.

Chega de Sufoco! Basta de Violência!

Pegar o ônibus, metrô ou trem lotado todos os dias é um sofrimento! As grandes capitais do país revelam que a situação do transporte público brasileiro é um caos. A quantidade de ônibus, trens ou metrôs disponíveis é muito inferior à necessidade da população. Nos horários de pico, na ida e na volta do trabalho, os trabalhadores são submetidos a uma situação desumana.
As mulheres ficam submetidas ao assédio sexual dos homens que se aproveitam do aperto para abusar sexualmente das mulheres. Desde encostar a mão na bunda, chegando até os casos de estupro. No metrô de São Paulo, só neste ano, ocorreram mais de 50 casos e na CPTM (linha de trens) foram 43. Mas esses são os que foram denunciados, porque muitos casos ocorrem e o constrangimento e a vergonha fazem com que muitas mulheres não denunciem.
O Movimento Mulheres em Luta está organizando, junto com o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, uma campanha para combater a violência sexual contra as mulheres no metrô. Parte dessa campanha é exigir que o metrô faça uma campanha de conscientização contra a violência e o assédio sexual e uma campanha de incentivo para que as mulheres denunciem. Combinado a isso, queremos fortalecer a luta pela melhoria e ampliação do transporte público em todo o Brasil, que possui tarifas altíssimas e condições absurdas, que submetem as mulheres ao constrangimento do assédio e da violência sexual.

Violência e Assédio Sexual não é piada!
A nossa luta diante desta situação do metrô de São Paulo também nos fez questionar o quadro apresentado pela Rede Globo, no Programa Zorra Total, em que o diálogo de dois personagens incita a violência sexual dentro do meio de transporte. O Sindicato entregou uma carta à emissora e como consequência disso, vimos o quadro alterado. Mas isso não basta, queremos que o machismo deixe de ser piada e que não precisemos escutar pérolas machistas como as de Rafinha Bastos.


At.
À Diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Pirapora e Região.

De Zumbi e Dandara a João Cândido 20 de novembro: dia da consciência Negra 22 de novembro: Revolta das Chibatas

Queremos reparações para o povo negro: fora os Caveirões das favelas, abaixo o racismo! Abaixo o extermínio do povo pela força policial! Basta de genocídio nas unidades hospitalares! Queremos emprego e educação para povo pobre!

Revolta das Chibatas. O ano, 1910. Uma luta contra os castigos corporais e por aumento dos salários para os marujos significou a verdadeira abolição para o movimento negro e acabou com os castigos corporais da época da escravidão. Isto porque a maioria dos marujos, dos soldados era de negros. Recrutados com 16 anos, para servir a pátria, eram “disciplinados” por meio de chibatadas.

Reabilitação de João Cândido
João Cândido, dirigente desse movimento, representa um herói nacional depois de Zumbi. Por isso estamos nas ruas exigindo a reabilitação do almirante negro e de todos os marinheiros que lutaram na Revolta das Chibatas.

Neste 20 de novembro, junto com os movimentos negro, sindical, estudantil, e popular, vamos instituir o Dia Nacional Contra o Racismo, um projeto de reparações para a população negra contra três séculos de opressão. Da princesa Isabel ao governo Lula, todas as políticas desenvolvidas serviram para intensificar a farsa da democracia racial, mas a realidade do povo negro é: favela, presídio, desemprego, saúde e educação de péssima qualidade.

Contra as reformas do governo Lula
Nós, negros e negras, começamos a trabalhar mais cedo e seremos atacados com a Reforma Previdência do governo Lula, que propõe aumentar o tempo da contribuição das mulheres para 65 anos e dos homens para 67 anos. 

A reforma trabalhista pretende mexer em direitos como férias, 13º e outros direitos. O governo Lula está pronto para mexer na CLT (Consolidação das leis Trabalhistas). O Super–Simples é um ataque ao povo negro, pois atinge empresas onde se concentram os poucos trabalhadores negros que estão no mercado formal de trabalho. O Super-simples flexibiliza os direitos trabalhistas, deixando a cargo do empregador a concessão de férias, 13º salário e licença maternidade. 

Descriminar e legalizar o aborto
Ao defender o direito à vida, é necessário assegurar todas as condições para que as mulheres que optarem por ter um filho possam exercer a maternidade: assistência médica gratuita e de qualidade, creche, escola e trabalho com salário digno.
As mulheres negras são as que mais morrem nos partos e nos abortos mal sucedidos. Segundo dados do Ministério da Saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 2 mil abortos legais e 220 mil curetagens pós-aborto, provavelmente decorrentes de intervenções realizadas em condições inseguras. 

Hoje o aborto é o 4º maior índice de morte no país. Por isso, a defesa da vida contra o direito das mulheres decidirem sobre ter ou não ter filhos não pode ser do Estado e nem das instituições religiosas, e sim das próprias mulheres do campo e da cidade, de todas as idades, que sofrem a opressão, exploração e a violência em todos níveis. 

Os trabalhadores precisam assumir essa bandeira como parte de suas reivindicações.

Por um movimento negro de luta, socialista e independente dos governos!
O governo prioriza o pagamento da dívida externa e a população negra morre de fome. Por isso que temos que nos mobilizar contra o capitalismo que nos oprime e nos explora, e construir uma sociedade igualitária, onde todos os trabalhadores tenham acesso a todas às riquezas, à saúde, à educação e à moradia.

A Conlutas e as entidades do movimento negro podem e devem se organizar frentes de lutas nas ruas contra os governos federal, estadual e municipal e ser implacável frente a criminalização dos movimentos sociais, ao extermínio da Juventude Negra nas comunidades pobres e à falta de políticas públicas contra a violência. 

Por tudo isso propomos : 
• Reparações Já! Manutenção das cotas nas universidades e ampliação da permanência dos estudantes cotistas.
• Contra as reformas neoliberais e racistas do PAC que fazem retornar o trabalho escravo no campo e na cidade
• Pela retirada do Caveirão e da Força Nacional das Favelas e das comunidades pobres.
• Pelo feriado nacional do 20 de novembro – Dia Nacional da Consciência Negra 
• Pela descriminalização e legalização do aborto
• Pela titularização das terras de Quilombos (art.68 da Constituição 1988)
• Pelo Direito à moradia, terra, educação, trabalho, saúde e lazer para o povo negro.
• Contra o PROUNI e o REUNI do governo Lula
• Fora as Tropas da ONU e brasileiras do Haiti . 
• Abaixo a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais 
• Reaja à violência racial e policial. Organize na Conlutas !


CONLUTAS – Coordenação Nacional de Lutas